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domingo, 25 de março de 2018

Emoções, Mirna Grzich



..."Dizem os budistas que podemos transformar emoções negativas em virtudes.
Que a energia da raiva é a mesma que do amor. Só que num polo diferente.
Que a energia da inveja é a mesma que da admiração.
Que a energia do medo é a mesma que da coragem.
Que a energia da ignorância é a mesma que da sabedoria.
É como uma alquimia..."
Mirna Grzich

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Emoções, Mirna Grzich

Fonte imagem:  REVISTA PROGREDIR | MAIO 2016



São tantas emoções, já dizia um cantor popular.
Experimentamos essas emoções no nosso corpo, não na nossa mente.
A emoção é antes de tudo, um estado físico.
Não falamos do medo de ficar com o coração na boca? Ou da alegria de sentir o coração leve?
Existe uma ligação entre o cérebro e o coração. Uma ligação física, entre o nosso cérebro emocional, chamado de límbico e o nosso coração. A coisa funciona assim:
Temos um cérebro chamado cognitivo: que é educado, racional, diplomático, controlador.
E um cérebro límbico: emocional, primitivo. Tipo homem das cavernas, que fica ali no fundo em guarda. Quando ele percebe um perigo, ou uma oportunidade excepcional,  um inimigo ou uma pessoa atraente, ele aciona um alarme. Em milésimos de segundo, ele cancela todas as operações, interrompe todas as atividades do cérebro cognitivo. Isso continua acontecendo hoje com o homem e a mulher modernos. Então descobrimos emotivos demais ou completamente irracionais.
Um ataque de ansiedade ou pânico nasce desse jeito.
As imagens que vemos, os sons que ouvimos são  botão vermelho das nossas emoções.
Cuidado com as imagens que você deixa entrar, e com as palavras e sons que penetram em você.
Por isso mantras são tão importantes, para acalmar esse cérebro tão selvagem.
Por isso, contemplar a natureza é tão relaxante. E não adianta pensar que você pode cultivar o controle de tudo através do cérebro cognitivo. É como jogar lixo embaixo do tapete. Uma hora ele acaba aparecendo, e o caos se instala. O importante é ter inteligência emocional, desenvolvendo a harmonia entre esses cérebros meditando.
Meditar não é sair deste mundo, é entrar profundamente nele. É estar presente com um sorriso interior. Respirando e conectando com nosso coração no dia a dia. Pode ser no supermercado, no carro, no trabalho, com os nossos filhos, com o nosso amor.
Dizem os budistas que podemos transformar emoções negativas em virtudes.
Que a energia da raiva é a mesma que do amor. Só que num polo diferente.
Que a energia da inveja é a mesma que da admiração.
Que a energia do medo é a mesma que da coragem.
Que a energia da ignorância é a mesma que da sabedoria.
É como uma alquimia.
O nosso ouro interior surge quando nos aceitamos, sem críticas e confiamos na nossa natureza pura, na nossa luz. O segredo é aceitar a nossa natureza que pode estar encoberta, mas está lá sempre, esperando por este momento. Quando você olha para dentro e entende que é assim, a complexidade da vida e confia.

Mirna Grzich

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Mudanças, Mirna Grzich


Mudança, mudanças...tudo muda, tudo é impermanente, mas existem momentos em que a mudança aparece forte, inexorável, como uma fase da nossa vida. É uma transição, aquele momento do ponto de mutação.
Quando o antigo não funciona mais e o novo ainda não está implantado, nos sentimos, literalmente, no ar.
Sabe aquela figura do Yin e do Yang - redonda, o preto no branco, e o branco no preto? É assim. As coisas têm ciclos, começam e acabam, e o segredo da felicidade nesta vida é compreender isso e se adaptar à realidade.

Há momentos na nossa vida em que ficamos extremamente insatisfeitos: pode ser com nosso trabalho, nossos relacionamentos, nosso sentido de vida, nossa missão.


Essa insatisfação interior mostra que a mudança já começou - e ela passa por fases: primeiro a gente acha que não é com a gente - é a fase da negação; depois a gente tenta barganhar a gente reza, faz promessas, tenta um acordo, aí vê que é pra valer - e caímos numa depressão - que é normal, se não durar muito, faz parte do processo. Até que aceitamos a mudança e vemos que ela não é tão assustadora assim, que ela é até bacana, veja só! E daqui a pouco, a gente acha: "Lógico, foi melhor assim." E saltamos para um novo nível de consciência, de maturidade, de existência. Assim é a vida.


Mas, como viver esses momentos, quando tudo parece fugir ao controle? Aqui vão algumas dicas:


- é bom recolher-se e preparar o espírito;
- é bom cumprir todas as obrigações cotidianas;
- fazer limpezas, selecionar e organizar o material antigo;
- entrar em contato com a nossa fé, por meio da meditação e oração;
- praticar a paciência e a tolerância, e observar como as pessoas cometem desatinos durante esses tempos - a única solução é o amor;
- não iniciar nada importante nesses períodos - aguardar;
- se aparecerem boas ideias, anotar tudo, para quando o processo estiver completado;
- se sentir desespero, respirar fundo e ter certeza que tudo vai passar;


A mudança só acontece quando estamos prontos ou só ficamos prontos quando passamos por ela? Essa é uma pergunta eterna e só descobriremos a resposta vivendo, intensamente, com coragem e flexibilidade. Seguindo o caminho do coração.

Mirna Grzich

Jornalista, é uma referência quando o assunto é música, bem-estar, qualidade de vida, consciência, transformação na cultura da sociedade. Pioneira, trouxe para o Brasil a música new age, num programa semanal, o "Música da Nova Era", que foi transmitido pelas rádios Eldorado FM de São Paulo, Jornal do Brasil AM e Globo FM do Rio de Janeiro, e Guarany FM de Belo Horizonte. Um programa que marcou época nos corações e mentes de 200 mil ouvintes. Antes, nos anos 80, viveu por 6 anos na Califórnia, quando estudou no Esalen Institute, importante centro de terapia humanística do planeta.
Iniciou-se nas grandes tradições do mundo, quando esteve com mestres espirituais como Osho, Krishnamurti, Chagdud Tulku Rimpoche. Especializou-se no estudo das tradições espirituais do Oriente e Ocidente. Conheceu o físico Fritjof Capra, o médico indiano Deepak Chopra, e ajudou a trazer o Dalai Lama ao Brasil para a Eco-92.
Em 1995, escreveu a obra "Anjos, tudo que você queria saber", 20 fascículos acompanhados de fitas de meditação, uma obra bem humorada sobre a presença dos anjos nas nossas vidas, que alcançou os 2 milhões de exemplares vendidos em bancas de jornais em todo o Brasil. Muitos terapeutas e clínicas usam essas fitas até hoje, para seus pacientes, falando da cura, do perdão, da vida e da morte.
Realizou a conferência "Imaginária 95 - Arte, Ciência, Economia e Espírito numa Visão de Futuro", em São Paulo, em parceria com o SESC, quando trouxe ao Brasil o astronauta Edgar Mitchell, o físico Peter Russell, a bióloga evolucionista Elisabet Satouris, entre 20 conferencistas internacionais, juntamente com Amir Klink, Gilberto Gil e outros participaram de uma conferência visionária e inspiradora.
Em 1998, Mirna criou uma revista mensal - "Meditação - corpo/ alma/ casa/espírito", sempre acompanhada de CDs , que se transformou num verdadeiro "case" editorial. Faz parte como membro filiada da World Business Academy, Noetic Sciences Institute e Willis Harman House.

domingo, 3 de setembro de 2017

Amor Silencioso, Mirna Grzich

Art by Arlena Willow 

Nem todas as pessoas conseguem transformar o amor de sentimento em gesto. O amor puramente subjetivo, aquele que é apenas sentimento, aparenta ser, fazer ou merecer pouco, embora vibre muito. É uma forma aparentemente passiva de amar.

Aquele silêncio, por exemplo, em casa, com a mulher, ou marido, com o pai ou a mãe. Aquele silêncio machuca quem nos esperava alegres e falantes, contando as batalhas e peripécias da vida. No entanto, cheios de coisas para contar, nada sai da nossa garganta... Ou uns poucos “sins” e “nãos”, frases sintéticas e um ar irritado, com pressa para acabar o assunto. Talvez aquele silêncio pudesse ser traduzido assim:
- Minha mulher, ou meu marido, ou minha amante, ou minha amada, ou minha namorada, ou minha mãe, ou meu pai, ou meu avô, eu te amo tanto que posso entregar meu cansaço, meu silêncio, minha necessidade de ficar um pouco calado, de nada contar, não falar, não ser solicitado. Eu estou aqui a seu lado como quem pede socorro em silêncio, na suposição e esperança de que aqui ninguém me exija ser brilhante, bom, perfeito. Eu homenageio você e seu amor com meu silêncio, e até com meu cansaço e egoísmo, porque sei que você saberá entendê-los”.

É bom poder silenciar junto, sem medo, sem insegurança de que a falta de palavras sugira que algo está errado. Pelo menos 50% dos problemas e sentimentos de rejeição derivam da tradução equivocada de atitudes que parecem expressar indiferença ou desamor.

Nos sentimos autorizados a ser chatos, cansados, entediados, silenciosos e egoístas para que o parceiro/a ou parente ou amigo tenha a certeza de que nos sentimos amados por ele e o amamos. Com quem nos ama ficamos à vontade para exercer nossos impulsos menores, desprezíveis ou primários.

Outro dia tive o privilégio de assistir à conversa de quatro homens brilhantes em suas respectivas profissões e amores. Eles esqueceram que eu estava ali e começaram a abrir seus corações. Todos eles, veteranos de vários casamentos, foram unânimes em dizer que nós mulheres nunca entendemos quando eles querem ficar sozinhos ou “na deles”, passando a considerar que o problema é com a relação. Se o homem chega em casa, afrouxa a gravata e precisa de um tempo de despressurização para separar trabalho, casa, ele próprio e ele marido, já ficamos enlouquecidas para contar o nosso dia, ouvir o dele, saber isso e aquilo. Tudo isso num ritmo frenético e absolutamente feminino, que só faz sentido para nós.

Respire fundo, chame seu anjo para ajudar você a olhar a vida com esse novo enfoque, aprendendo a respeitar e a compreender os espaços que as pessoas necessitam.

É preciso enorme compaixão e incomensurável carinho pelos que nos doam o seu amor através da esperança de que sejamos suficientemente fortes para receber e aceitar o seu silêncio, o seu cansaço, o seu tédio.
Peça a seu anjo que lhe dê sinais, que abrande sua ansiedade. Faça as meditações, sinta-se conectado com seu anjo para ter a grandeza da percepção maior, para ampliar sua maneira de amar.

A vida compartilhada com seu anjo fica mais leve, mais fácil de levar. Esse seu amigo inseparável e incansável, está aí ao seu lado, para que vocês juntem forças para entender as formas de amor que existem.

É arriscado, mas só assim é possível viver.

Um poema sobre riscos, de autor desconhecido:

“ Rir é arriscar-se a parecer louco.
Chorar é arriscar-se a parecer sentimental.
Estender a mão para o outro é arriscar-se a se envolver
Expor seus sentimentos é arriscar-se a expor seu Eu verdadeiro.
Amar é arriscar-se a não ser amado.
Expor suas idéias e sonhos ao público é arriscar-se a perder.
Viver é arriscar-se a morrer.
Ter esperança é arriscar-se a sofrer decepção.
Tentar é arriscar-se a falhar.
Mas é preciso correr riscos.
Porque o maior azar da vida é não arriscar nada.
Pessoas que não arriscam, que nada fazem, nada são.
Elas podem estar evitando o sofrimento e a tristeza.
Mas assim não podem aprender, sentir, crescer, mudar, amar, viver.
Acorrentadas às suas atitudes, são escravas;
Elas abriram mão de sua liberdade.
Só a pessoa que se arrisca é livre.
O filósofo Soren Kiekegaard diz clara e simplesmente:
Arriscar-se é perder o pé por algum tempo.
Não se arriscar é perder a vida.” 


AMOR SILENCIOSO
Artigo extraído da revista ANJOS
Por Mirna Grzich


 Referência em música, bem-estar, qualidade de vida, consciência e transformação na cultura, jornalista visionária, comunicadora e terapeuta, Mirna Grzich iniciou-se em múltiplas tradições espirituais com mestres e pesquisadores como Rajneesh/Osho, Krishnamurti, Mestre Agenor e Chagdud Tulku Rimpoche, Fritjof Capra, Deepak Chopra, Brian Weiss e o Dalai Lama.

Criou o Programa Música da Nova Era, a Coleção Anjos, a Revista Meditação, e a Coleção Quem é Você com 16 CDs -- um verdadeiro mapa de autoconhecimento e de música -- disponível agora completa, em belíssima edição para colecionadores. Atualmente, oferece palestras e workshops. 

domingo, 27 de agosto de 2017

Bendita Crise, Mirna Grzich

Flower child, Lindy Longhurst


Bendita crise que sacudiu o mundo e a minha vida
Bendita crise que está reciclando tudo
Bendita crise que veio tirar a minha ilusão de permanência
Bendita crise que vai trazer evolução
Bendita crise que vai fazer o mundo se reestruturar

Bendita crise que traz a transformação

Bendita crise que vai me ensinar o que é verdadeiramente importante
Bendita crise que é um desafio
Bendita crise que vai me revelar a minha própria sabedoria
Bendita crise que dissolve meus apegos
Bendita crise que vai ampliar minha visão
Bendita crise que me faz humilde
Bendita crise que vai abrir meu coração
Bendita crise que me traz de volta a confiança
Bendita crise que vai me mostrar outras oportunidades
Bendita crise que me faz dar mais importância à vida
Bendita crise que me tirou do marasmo
Bendita crise que leva a um novo paradigma
Bendita crise que está me mostrando a Luz
Bendita crise que me fez voltar a ter fé
Bendita crise que me traz de volta a aventura de viver
Bendita crise que é o Ponto de Mutação
Bendita crise que me traz

de volta o amor pela humanidade.
Mirna Grzich

Referência em música, bem-estar, qualidade de vida, consciência e transformação na cultura, jornalista visionária, comunicadora e terapeuta, Mirna Grzich iniciou-se em múltiplas tradições espirituais com mestres e pesquisadores como Rajneesh/Osho, Krishnamurti, Mestre Agenor e Chagdud Tulku Rimpoche, Fritjof Capra, Deepak Chopra, Brian Weiss e o Dalai Lama.

Criou o Programa Música da Nova Era, a Coleção Anjos, a Revista Meditação, e a Coleção Quem é Você com 16 CDs -- um verdadeiro mapa de autoconhecimento e de música -- disponível agora completa, em belíssima edição para colecionadores. Atualmente, oferece palestras e workshops. 

https://www.facebook.com/mirnagrzich

domingo, 20 de agosto de 2017

Mudanças, Mirna Grzich




Mudança, mudanças...tudo muda, tudo é impermanente, mas existem momentos em que a mudança aparece forte, inexorável, como uma fase da nossa vida. É uma transição, aquele momento do ponto de mutação.
Quando o antigo não funciona mais e o novo ainda não está implantado, nos sentimos, literalmente, no ar.

Sabe aquela figura do Yin e do Yang - redonda, o preto no branco, e o branco no preto? É assim. As coisas têm ciclos, começam e acabam, e o segredo da felicidade nesta vida é comprender isso e se adaptar à realidade.


Há momentos na nossa vida em que ficamos extremamente insatisfeitos: pode ser com nosso trabalho, nossos relacionamentos, nosso sentido de vida, nossa missão.


Essa insatisfação interior mostra que a mudança já começou - e ela passa por fases: primeiro a gente acha que não é com a gente - é a fase da negação; depois a gente tenta barganhar a gente reza, faz promessas, tenta um acordo, aí vê que é pra valer - e caímos numa depressão - que é normal, se não durar muito, faz parte do processo. Até que aceitamos a mudança e vemos que ela não é tão assustadora assim, que ela é até bacana, veja só! E daqui a pouco, a gente acha: "Lógico, foi melhor assim." E saltamos para um novo nível de consciência, de maturidade, de existência. Assim é a vida.


Mas, como viver esses momentos, quando tudo parece fugir ao controle? Aqui vão algumas dicas:


- é bom recolher-se e preparar o espírito;
- é bom cumprir todas as obrigações cotidianas;
- fazer limpezas, selecionar e organizar o material antigo;
- entrar em contato com a nossa fé, por meio da meditação e oração;
-praticar a paciência e a tolerância, e observar como as pessoas cometemdesatinos durante esses tempos- a única solução é o amor;
- não iniciar nada importante nesses períodos - aguardar;
- se aparecerem boas idéias, anotar tudo, para quando o processo estiver completado;
- se sentir desespero, respirar fundo e ter certeza que tudo vai passar; 


A mudança só acontece quando estamos prontos ou só ficamos prontos quando passamos por ela? Essa é uma pergunta eterna e só descobriremos a resposta vivendo, intensamente, com coragem e flexibilidade. Seguindo o caminho do coração.

Mirna Grzich, Jornalista, é uma referência quando o assunto é música, bem-estar, qualidade de vida, consciência, transformação na cultura da sociedade. Pioneira, trouxe para o Brasil a música new age, num programa semanal, o "Música da Nova Era", que foi transmitido pelas rádios Eldorado FM de São Paulo, Jornal do Brasil AM e Globo FM do Rio de Janeiro, e Guarany FM de Belo Horizonte. Um programa que marcou época nos corações e mentes de 200 mil ouvintes. Antes, nos anos 80, viveu por 6 anos na Califórnia, quando estudou no Esalen Institute, importante centro de terapia humanística do planeta.
Iniciou-se nas grandes tradições do mundo, quando esteve com mestres espirituais como Osho, Krishnamurti, Chagdud Tulku Rimpoche. Especializou-se no estudo das tradições espirituais do Oriente e Ocidente. Conheceu o físico Fritjof Capra, o médico indiano Deepak Chopra, e ajudou a trazer o Dalai Lama ao Brasil para a Eco-92.
Em 1995, escreveu a obra "Anjos, tudo que você queria saber", 20 fascículos acompanhados de fitas de meditação, uma obra bem humorada sobre a presença dos anjos nas nossas vidas, que alcançou os 2 milhões de exemplares vendidos em bancas de jornais em todo o Brasil. Muitos terapeutas e clínicas usam essas fitas até hoje, para seus pacientes, falando da cura, do perdão, da vida e da morte.
Realizou a conferência "Imaginária 95 - Arte, Ciência, Economia e Espírito numa Visão de Futuro", em São Paulo, em parceria com o SESC, quando trouxe ao Brasil o astronauta Edgar Mitchell, o físico Peter Russell, a bióloga evolucionista Elisabet Satouris, entre 20 conferencistas internacionais, juntamente com Amir Klink, Gilberto Gil e outros participaram de uma conferência visionária e inspiradora.
Em 1998, Mirna criou uma revista mensal - "Meditação - corpo/ alma/ casa/espírito", sempre acompanhada de CDs , que se transformou num verdadeiro "case" editorial. Faz parte como membro filiada da World Business Academy, Noetic Sciences Institute e Willis Harman House.

domingo, 6 de agosto de 2017

Curando as emoções, Mirna Grzich



Art by Arlena Willow


São tantas emoções, já dizia um cantor popular.
Experimentamos essas emoções no nosso corpo, não na nossa mente.
A emoção é antes de tudo, um estado físico.
Não falamos do medo de ficar com o coração na boca? Ou da alegria de sentir o coração leve?
Existe uma ligação entre o cérebro e o coração. Uma ligação física, entre o nosso cérebro emocional, chamado de límbico e o nosso coração. A coisa funciona assim:
Temos um cérebro chamado cognitivo: que é educado, racional, diplomático, controlador.
E um cérebro límbico: emocional, primitivo. Tipo homem das carvernas, que fica ali no fundo em guarda. Quando ele percebe um perigo, ou uma oportunidade excepcional,  um inimigo ou uma pessoa atraente, ele aciona um alarme. Em milésimos de segudo, ele cancela todas as operações, interrompe todas as atividades do cérebro cognitivo. Isso continua acontecendo hoje com o homem e a mulher modernos. Então descobrimos emotivos demais ou completamente irracionais.
Um ataque de ansiedade ou pânico nasce desse jeito.
As imagens que vemos, os sons que ouvimos são  botão vermelho das nossas emoções.
Cuidado com as imagens que você deixa entrar, e com as palavras e sons que penetram em você.
Por isso mantras são tão importantes, para acalmar esse cérebro tão selvagem.
Por isso, contemplar a natureza é tão relaxante. E não adianta pensar que você pode cultivar o controle de tudo através do cérebro cognitivo. É como jogar lixo embaixo do tapete. Uma hora ele acaba aparecendo, e o caos se instala. O importante é ter inteligência emocional, desenvolvendo a harmonia entre esses cérebros meditando.
Meditar não é sair deste mundo, é entrar profundamente nele. É estar presente com um sorriso interior. Respirando e conectando com nosso coração no dia a dia. Pode ser no supermercado, no carro, no trabalho, com os nossos filhos, com o nosso amor.
Dizem os budistas que podemos transformar emoções negativas em virtudes.
Que a energia da raiva é a mesma que do amor. Só que num polo diferente.
Que a energia da inveja é a mesma que da admiração.
Que a energia do medo é a mesma que da coragem.
Que a energia da ignorancia é a mesma que da sabedoria.
É como uma alquimia.
O nosso ouro interior surge quando nos aceitamos, sem críticas e confiamos na nossa natureza pura, na nossa luz. O segredo é aceitar a nossa natureza que pode estar encoberta, mas está lá sempre, esperando por este momento. Quando você olha para dentro e entende que é assim, a complexidade da vida e confia.

Texto de Mirna Grzich

Referência em música, bem-estar, qualidade de vida, consciência e transformação na cultura, jornalista visionária, comunicadora e terapeuta, Mirna Grzich iniciou-se em múltiplas tradições espirituais com mestres e pesquisadores como Rajneesh/Osho, Krishnamurti, Mestre Agenor e Chagdud Tulku Rimpoche, Fritjof Capra, Deepak Chopra, Brian Weiss e o Dalai Lama.

Criou o Programa Música da Nova Era, a Coleção Anjos, a Revista Meditação, e a Coleção Quem é Você com 16 CDs -- um verdadeiro mapa de autoconhecimento e de música -- disponível agora completa, em belíssima edição para colecionadores. Atualmente, oferece palestras e workshops. 



segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Meditação, Mirna Grzich

Awakening, Art by Arlena Willow


Meditação não é uma jornada no espaço, nem uma jornada no tempo: é um despertar ins-tan-tâ-neo. Meditação é um estado de não-mente. É um trá­fego constante na mente: pensamentos, desejos, memórias, ambições... Mesmo quando você dorme, a mente está funcionando, sonhando... com preocupações e ansiedade. A meditação é exatamente o oposto: quando o tráfego cessa e não há mais pensamentos se movendo, e desejos agitando você; a meditação é quando você fica – totalmente - silencioso; este silêncio é meditação! Nesses momentos de tranqüilidade, você sabe quem você é e conhece o mistério desta vida. Para isso, você tem que colocar a mente de lado, ir além da mente.

A meditação é um estado natural que foi perdido, vamos recuperá-lo! Vamos recuperar nossa inocência, nossa integridade, nossa memória; você apenas esqueceu.

Tire o telefone do gancho, apague a luz, mande dizer que você está ocupado, meditando. Preste atenção à sua respiração, ao seu corpo, às suas células... Dance quando tiver vontade, mas dance inteiramente. Cante se tiver von­tade, mas entregue-se ao canto. Sente-se, ou deite-se, quando sentir que é hora. Entre no seu coração, descubra seus mistérios. Ria, chore, silencie... respire... Em algum momento o milagre pode acontecer: você encontrando a si mesmo, descobrindo a essência do seu ser, deleitado com sua própria pre­sença... Boa viagem!
Transcrito da locução da Mirna no CD da revista Planeta Meditação Nº 1, de jan/98. Adaptaçao livre. 
 Mirna Grzich, Jornalista visionária, comunicadora e terapeuta, Mirna Grzich é uma referência quando o assunto é música, bem-estar, qualidade de vida, consciência e transformação na cultura da sociedade. É considerada uma estudiosa do tema Transcendência. Pioneira, trouxe para o Brasil a música new age, num programa semanal, o "Música da Nova Era", que foi transmitido pelas rádios Eldorado FM de São Paulo, Jornal do Brasil AM e Globo FM do Rio de Janeiro, e Guarany FM de Belo Horizonte. Um programa que, por 10 anos, marcou época nos corações e mentes de milhares de ouvintes. Antes, nos anos 80, viveu por 6 anos na Califórnia, quando estudou no Esalen Institute, importante centro de terapia humanística do planeta, e aprendeu sobre as diversas vertentes da Psicologia Transpessoal e das Tradições Espirituais,

Iniciou-se nas grandes tradições do mundo quando esteve com mestres espirituais como Osho, Krishnamurti, Chagdud Tulku Rimpoche. Especializou-se no estudo das tradições espirituais do Oriente e Ocidente. Conheceu o físico Fritjof Capra, o médico indiano Deepak Chopra, e ajudou a trazer o Dalai Lama ao Brasil para a Eco-92.

Em 1995, escreveu a obra "Anjos, tudo que você queria saber", 20 fascículos acompanhados de fitas de meditação, uma obra bem humorada sobre a presença dos anjos nas nossas vidas, que alcançou 2 milhões de exemplares vendidos em bancas de jornais em todo o Brasil. Muitos terapeutas e clínicas usam essas fitas até hoje, para seus pacientes, falando da cura, do perdão, da vida e da morte.


Realizou a conferência "Imaginária 95 - Arte, Ciência, Economia e Espírito numa Visão de Futuro", em São Paulo, em parceria com o SESC, quando trouxe ao Brasil o astronauta Edgar Mitchell, o físico Peter Russell, a bióloga evolucionista Elisabet Sahtouris, entre 20 conferencistas internacionais, juntamente com Amir Klink, Gilberto Gil e outros que participaram de uma conferência visionária e inspiradora.

Lançou em 97 o primeiro CD de Relaxamento e Meditação feito aqui: Relaxando e Meditando com Mirna Grzich, pela gravadora Eldorado. Em 1998, Mirna criou uma revista mensal - "Meditação - corpo/alma/casa/espírito", sempre acompanhada de CDs, que se transformou num verdadeiro "case" editorial. Faz parte, como membro filiada, da World Business Academy, Noetic Sciences Institute e Willis Harman House. 

domingo, 21 de dezembro de 2008

CURANDO AS EMOÇÕES




"São tantas emoções, já dizia um cantor popular.
Experimentamos essas emoções no nosso corpo, não na nossa mente.
A emoção é antes de tudo, um estado físico.
Não falamos do medo de ficar com o coração na boca? Ou da alegria de sentir o coração leve?
Existe uma ligação entre o cérebro e o coração. Uma ligação física, entre o nosso cérebro emocional, chamado de límbico e o nosso coração. A coisa funciona assim:
Temos um cérebro chamado cognitivo: que é educado, racional, diplomático, controlador.
E um cérebro límbico: emocional, primitivo. Tipo homem das carvernas, que fica ali no fundo em guarda. Quando ele percebe um perigo, ou uma oportunidade excepcional, um inimigo ou uma pessoa atraente, ele aciona um alarme. Em milésimos de segudo, ele cancela todas as operações, interrompe todas as atividades do cérebro cognitivo. Isso continua acontecendo hoje com o homem e a mulher modernos. Então descobrimos emotivos demais ou completamente irracionais.
Um ataque de ansiedade ou pânico nasce desse jeito.
As imagens que vemos, os sons que ouvimos são botão vermelho das nossas emoções.
Cuidado com as imagens que você deixa entrar, e com as palavras e sons que penetram em você.
Por isso mantras são tão importantes, para acalmar esse cérebro tão selvagem.
Por isso, contemplar a natureza é tão relaxante. E não adianta pensar que você pode cultivar o controle de tudo através do cérebro cognitivo. É como jogar lixo embaixo do tapete. Uma hora ele acaba aparecendo, e o caos se instala. O importante é ter inteligência emocional, desenvolvendo a harmonia entre esses cérebros meditando.
Meditar não é sair deste mundo, é entrar profundamente nele. É estar presente com um sorriso interior. Respirando e conectando com nosso coração no dia a dia. Pode ser no supermercado, no carro, no trabalho, com os nossos filhos, com o nosso amor.
Dizem os budistas que podemos transformar emoções negativas em virtudes.
Que a energia da raiva é a mesma que do amor. Só que num polo diferente.
Que a energia da inveja é a mesma que da admiração.
Que a energia do medo é a mesma que da coragem.
Que a energia da ignorancia é a mesma que da sabedoria.
É como uma alquimia.
O nosso ouro interior surge quando nos aceitamos, sem críticas e confiamos na nossa natureza pura, na nossa luz. O segredo é aceitar a nossa natureza que pode estar encoberta, mas está lá sempre, esperando por este momento. Quando você olha para dentro e entende que é assim, a complexidade da vida e confia.
(texto de Mirna Grzich)

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