sexta-feira, 31 de julho de 2015

Valores, Oscar Wilde


“Quem quer um cínico que sabe o preço de tudo e não conhece o valor de nada?
Oscar Wilde

Oscar Wilde (1854 – 1900) foi um escritor irlandês conhecido como um dos mais populares dramaturgos de Londres. A fama veio depois de escrever de diferentes formas ao longo da década de 1880. Hoje, o autor é lembrado por suas epigramas e peças, bem como pela sua prisão, seguida por uma morte precoce.
Wilde foi o fundador do esteticismo, ou dandismo, que defendia, a partir de fundamentos históricos, o belo como antídoto para os horrores da sociedade industrial, sendo ele próprio um dândi.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Benção, Prof. Hermógenes


“Pedi a benção a Krishna
e o Cristo me abençoou,
orei ao Cristo
e foi Buda que me atendeu,
chamei por Buda 
e Krishna me respondeu.”
Prof.  Hermógenes

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Amor é isto, Rubem Alves



Amor é isto: a dialética entre a alegria do encontro e a dor da separação. De alguma forma a gota de chuva aparecerá de novo, o vento permitirá que velejemos de novo, mar afora.
Morte e ressurreição. Na dialética do amor, a própria dialética do divino.
Quem não pode suportar a dor da separação, não está preparado para o amor. Porque o amor é algo que não se tem nunca. É evento de graça.
Aparece quando quer, e só nos resta ficar à espera. E quando ele volta, a alegria volta com ele. E sentimos então que valeu a pena suportar a dor da ausência, pela alegria do reencontro.

Rubem Alves

terça-feira, 28 de julho de 2015

segunda-feira, 27 de julho de 2015

domingo, 26 de julho de 2015

Tudo cura, tudo acaba, Padre Antonio Vieira

Catedral Sant´Ana - Padroeira de Botucatu - SP
Aquarela de Monica Stein



[...] Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo a colunas de mármore quanto mais a corações de cera! São as feições como as vidas, em que não há mais certo sinal de haverem durado pouco, do que terem durado muito. São as vidas como linhas espirais, que partindo do centro, quanto mais continuadas, tanto menos unidas. Por isso os antigos sabiamente pintaram o amor menino; porque não há amor tão vigoroso que chegue a ser velho. De arco e flecha que lhe armou a natureza, desarma o tempo. Afrouxa-lhe o arco com que já não mais atira; embota-lhe a seta, com que já não mais fere; abre-lhe os olhos, com que vê o que não via; e faz-lhe crescer as asas, com que voa e foge. A razão natural de toda essa diferença, é, porque o tempo tira a novidade das coisas, descobre-lhe os defeitos, enfastia-lhe o gosto, e basta que sejam usadas para não serem mais as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso quanto mais o amor! O mesmo amar é causa de não amar, e o ter amado muito, de amar menos.
Padre Antônio Vieira (1608-1697)

In: Sermão do Mandato, parte III, Sermões (1643).

sábado, 25 de julho de 2015

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Nasci para ser vencedor, Dra. Jean Murphy

Pintura de L. H. Arte Criador*


"Nasci para ser vencedor e ser bem sucedido.
O infinito que está em mim e jamais fracassa.
A Lei e Ordem Divina governam a minha vida.
A Divina paz enche a minha alma.
O Divino Amor satura a minha mente.
A Infinita Inteligência está sempre me guiando.
As Riquezas de Deus fluem para mim alegre, livre, perene e incessantemente. Estou avançando, progredindo e crescendo tanto no campo mental quanto no financeiro, bem como em todos os outros aspectos.
Tenho certeza de que estas verdades estão lançando raízes em meu subconsciente e tenho a mais absoluta certeza de que elas darão frutos da mesma espécie."

Dra. Jean Murphy

* Pintura L.H. Arte Criador
http://lhartecriador.blogspot.com.br/
https://www.facebook.com/ArteDaNovaEnergia




quinta-feira, 23 de julho de 2015

Não sei, Ariano Suassuna

Ariano Suassuna 
Foto: Mauro Vieira / Agência RBS


"Não sei, só sei que foi assim!"
Ariano Suassuna
(16/07/1927 - 23/07/2014)

Frase imortalizada na fala do personagem Chicó (Selton Mello) em "O Auto da Compadecida", de Ariano Suassuna.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Procurava a ti nas estrelas, Primo Levi

Painting by Catherine Rebeyre 


Procurava a ti nas estrelas
Quando os interrogava menino.
Busquei te nas montanhas,
Mas elas não me deram senão um pouco
Solidão e breve paz.
Porque faltavas nas longas noites
Meditei a besteira insensata
De que o mundo era um erro de Deus,
E eu era um erro do mundo.
E quando diante da morte,
Gritei que não com cada fibra,
Que não havia ainda acabado,
Que muito ainda devia fazer,
Era porque te via a minha frente,
Ainda por vir, tu junto comigo como hoje acontece,
Um homem uma mulher sob o sol.
Tornei me eu o que és tu.

Primo Levi
Tradução de Jorge Pontual*


Primo Levi (Turim, 31 de julho de 1919 — Turim, 11 de abril de 1987) foi um químico e escritor italiano. Escreveu memórias, contos, poemas, e novelas. É melhor conhecido por seu trabalho sobre o Holocausto, em particular, por ter sido um prisioneiro em Auschwitz-Birkenau. 

Poema Original

Cercavo te nelle stelle                                               

Cercavo te nelle stelle
quando le interrogavo bambino.
Ho chiesto te alle montagne,
ma non mi diedero che poche volte
solitudine e breve pace.
Perché mancavi, nelle lunghe sere
meditai la bestemmia insensata
che il mondo era uno sbaglio di Dio,
io uno sbaglio del mondo.
E quando, davanti alla morte,
ho gridato di no da ogni fibra,
che non avevo ancora finito,
che troppo ancora dovevo fare,
era perché mi stavi davanti,
tu con me accanto, come oggi avviene,
un uomo una donna sotto il sole.
Sono tornato perché c’eri tu.


11 febbraio 1946

Primo Levi

*Jorge Alexandre Faure Pontual  (Belo Horizonte, 4 de novembro de 1948) é um escritor e jornalista brasileiro.

terça-feira, 21 de julho de 2015

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Não era de água a sua sede, Mia Couto


"Não era de água a sua sede. Queria palavras. Não dessas de uso e abuso mas palavras tenras como o capim depois da chuva. Essas de reacender crenças."
Mia Couto

domingo, 19 de julho de 2015

Experiência poética, Rubem Alves


"Experiência poética não é ver coisas grandiosas que ninguém mais vê. É ver o absolutamente banal, que está bem diante do nariz, sob uma luz diferente."
Rubem Alves
(15/09/1933 - 19/07/2014)

sábado, 18 de julho de 2015

Se não entendo tudo, João Ubaldo Ribeiro

Caricatura de Cau Gomez (Salvador - BA)


"Se não entendo tudo, devo ficar contente com o que entendo. E entendo que vejo estas árvores e que tenho direito a minha língua e que posso olhar nos olhos dos estranhos e dizer: não me desculpe por não gostar do que você gosta; não me olhe de cima para baixo; não me envergonhe de minha fala; não diga que minha fala é melhor do que a sua; não diga que eu sou bonito, porque sua mulher nunca ia ter casado comigo; não seja bom comigo, não me faça favor; seja homem, filho da puta, e reconheça que não deve comer o que eu não como, em vez de me falar concordâncias e me passar a mão pela cabeça; assim poderei matar você melhor, como você me mata há tantos anos."

João Ubaldo Ribeiro
(23/01/1941 - 18/07/2014)

In: Livro: Vila Real, João Ubaldo Ribeiro.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Renda-se, como eu me rendi, Clarice Lispector

imagem google

Renda-se, como eu me rendi.
Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei.
Não se preocupe em "entender".
Viver ultrapassa todo entendimento.


Clarice Lispector

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Não se apresse em acreditar, Siddartha Gautama


"Não se apresse em acreditar em nada, mesmo se estiver escrito nas escrituras sagradas. Não se apresse em acreditar em nada só porque um professor famoso que disse. Não acredite em nada apenas porque a maioria concordou que é a verdade. Não acredite em mim. Você deveria testar qualquer coisa que as pessoas dizem através de sua própria experiência antes de aceitar ou rejeitar algo." 

Siddartha Gautama, o Buddha
 (Kalama Sutra 17:49)













quarta-feira, 15 de julho de 2015

terça-feira, 14 de julho de 2015

Patrimônio da humanidade, Augusto Damineli

Painting with salts and spices
Photographer Kelly McCollam

"Mais de dois bilhões de pessoas em todo mundo já não enxergam mais a via láctea. Para nós os astrônomos, o céu é um patrimônio da humanidade."
Augusto Damineli
Astronomo brasileiro

segunda-feira, 13 de julho de 2015

domingo, 12 de julho de 2015

Provisório, François Truffaut


"Tudo o que é do domínio afetivo reclama o absoluto. O filho quer a mãe por toda a vida, os amantes querem se amar e serem amados por toda a vida, tudo em nós pede o definitivo enquanto que a vida nos ensina o provisório. O verdadeiro dilaceramento reside na necessidade de aceitarmos o provisório para sobrevivermos."
François Truffaut

sábado, 11 de julho de 2015

Nunca conheci, Álvaro de Campos




Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.


Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...


Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,


Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?


Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?



Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Álvaro de Campos
(Heterônimo de Fernando Pessoa)

In: Poema em linha reta, de Álvaro de Campos, foram extraídos do livro "Fernando Pessoa - Obra Poética", Cia. José Aguilar Editora - Rio de Janeiro, 1972, pág. 418.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Preocupação, Ditado Tibetano


"Se o seu problema tem solução, então não há com o que se preocupar; se o seu problema não tem solução, qualquer preocupação será em vão." 
Ditado Tibetano


quarta-feira, 8 de julho de 2015

Eu também, Langston Hughes

Langston Hughes

Eu também canto a América.
Sou o irmão mais escuro.
Me mandam comer na cozinha quando chega visita,
Mas eu rio,
E como bem,
E cresço forte.

Amanhã,
Sentarei à mesa,
Quando a visita chegar.
Ninguém vai ousar
Me dizer,
"Vai comer na cozinha".

Verão como eu sou bonito,
E terão vergonha.
Eu também sou América.

Langston Hughes

Tradução Jorge Pontual

Langston Hughes (1902 - 1967) foi um poeta, novelista, dramaturgo, contista e colunista estadunidense. Hughes foi um dos expoentes do movimento cultural afro-americano dos anos 1920 chamado Renascença do Harlem.


Original Poem

I, Too

 I, too, sing America.

I am the darker brother.
They send me to eat in the kitchen
When company comes,
But I laugh,
And eat well,
And grow strong.

Tomorrow,
I’ll be at the table
When company comes.
Nobody’ll dare
Say to me,
“Eat in the kitchen,"
Then.

Besides, 
They’ll see how beautiful I am
And be ashamed—

I, too, am America.
Langston Hughes, 1902 - 1967

terça-feira, 7 de julho de 2015

Crise ecológica, Papa Francisco


 "Se a crise ecológica é uma expressão ou uma manifestação externa da crise ética, cultural e espiritual da modernidade, não podemos iludir-nos de sanar a nossa relação com a natureza e o meio ambiente, sem curar todas as relações humanas fundamentais."
Papa Francisco 

Trecho da Encíclica Laudato si, sobre ecologia, com posições que integram relações entre natureza e homens e entre os homens.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

O idioma, Guimarães Rosa

João Guimarães Rosa, na viagem ao Sertão Mineiro, em 1952. 
[Foto: Eugênio Siva/ revista 'O Cruzeiro']

“O idioma é a única porta para o infinito. Escrevendo, descubro sempre um novo pedaço do infinito. Tudo é a ponta de um mistério. Ah, dualidade das palavras!”
Guimarães Rosa

domingo, 5 de julho de 2015

Duas pessoas, Sogyal Rinpoche


 "Duas pessoas tem vivido em você por toda a sua vida. Uma é o ego, tagarela, exigente, histérico, calculista; a outra é o ser espiritual escondido, cuja silenciosa voz de sabedoria você somente ouviu ou reparou raramente - você revela em si mesmo o seu próprio guia sábio." 
Sogyal Rinpoche 

sábado, 4 de julho de 2015

Os cães, Milan Kundera

Minhas meninas: À esquerda: Cindy, Cacau e Chiara

“Os cães são o nosso elo com o paraíso. Eles não conhecem a maldade, a inveja ou o descontentamento. Sentar-se com um cão ao pé de uma colina numa linda tarde, é voltar ao Éden onde ficar sem fazer nada não era tédio, era paz.”
Milan Kundera

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Toques suaves, Cora Coralina


"Nada neste mundo faz sentido se não tocarmos o coração das pessoas. Se a gente cresce com os golpes duros da vida, também podemos crescer com os toques suaves da alma." 
Cora Coralina

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Pratique o silêncio, Deepak Chopra


"Pratique o silêncio e você adquirirá um conhecimento silencioso. Neste conhecimento silencioso está um sistema computacional que é muito mais minucioso, muito mais preciso, e muito mais poderoso do que qualquer coisa que esteja contida nas fronteiras do pensamento racional." 
Deepak Chopra

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Humildade e Confiança, Nonnus


'Na mão esquerda a humildade, na mão direita a confiança.'
Nonnus
Poeta grego viveu no final do séc. IV.

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