quinta-feira, 31 de julho de 2014

A velhice, Mark Twain


"A velhice é claramente um caso da mente dominando o problema. Se você não se importar, não importa."
Mark Twain

quarta-feira, 30 de julho de 2014

terça-feira, 29 de julho de 2014

Amanhecer, João Guimarães Rosa





Floresce, na orilha da campina,
esguio ipê
de copa metálica e esterlina.

Das mil corolas,
saem vespas, abelhas e besouros,
polvilhados de ouro,
a enxamear no leste, onde vão pousando
nas piritas que piscam nas ladeiras,
e no riso das acácias amarelas.

Dos charcos frios
sobem a caçá-los redes longas,
lentas e rasgadas de neblina.
Nuvem deslizam, despetaladas,
e altas, altas,
garças brancas planam.

Dançam fadas alvas,
cantam almas aladas,
na taça ampla,
na prata lavada,
na jarra clara da manhã...

João Guimarães Rosa

In Magma, 1936.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

sábado, 26 de julho de 2014

Renova-te completamente a cada dia, Henry David Thoreau



Cada manhã era um alegre convite para viver minha vida com a mesma simplicidade e, digo até, inocente como a própria natureza. Tenho sido, como os gregos, sincero adorador da aurora. Levantava-me cedinho e tomava banho no lago; uma espécie de exercício religioso e uma das melhores coisas que já fiz. Contam que na banheira do rei Tching-thang havia mensagens gravadas com esse objetivo:

"Renova-te completamente a cada dia; renova-te outra vez, e outra vez, e sempre outra vez." 

In: Walden, Henry David Thoreau, p. 94 - L&PM Pocket

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Os olhos do coração, Santo Agostinho



"Nosso propósito nesta vida, é recuperar a saúde dos olhos do coração através do qual se pode ver Deus."

Santo Agostinho

Filósofo e teólogo

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Autobiografia em cinco capítulos, Sogyal Rinpoche


1. Ando pela rua. Há um buraco fundo na calçada. Eu caio... Estou perdido... Sem esperança. Não é culpa minha. Leva uma eternidade para encontrar a saída. 

2. Ando pela mesma rua. Há um buraco fundo na calçada. Mas finjo não vê-lo. Caio nele de novo. Não posso acreditar que estou no mesmo lugar. Mas não é culpa minha. Ainda assim leva um tempão para sair. 

3. Ando pela mesma rua. Há um buraco fundo na calçada. Vejo que ele ali está. Ainda assim caio... É um hábito. Meus olhos se abrem. Sei onde estou. É minha culpa. Saio imediatamente. 

4. Ando pela mesma rua. Há um buraco fundo na calçada. Dou a volta. 

5. Ando por outra rua. 

In: Texto extraído de "O Livro Tibetano do Viver e do Morrer" - Sogyal Rinpoche - Editora Talento/Palas Athena).

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Nos encantamos com a beleza da borboleta, Maya Angelou



"Nos encantamos com a beleza da borboleta, mas raramente admitimos as mudanças que ela passou por alcançar essa beleza."

Maya Angelou 

terça-feira, 22 de julho de 2014

Dia maravilhoso, e.e. cummings


Botucatu - SP -  Brasil


"Eu agradeço à você, Deus por este
dia maravilhoso
pelos espíritos verdejantes da terra."

e.e.cummings

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Despedida, Pablo Neruda



Amo o amor que se reparte
em beijos, leite e pão.

Amor que pode ser eterno
ou que pode ser fugaz.

Amor que quer libertar-se
para voltar a amar.

Amor divinizado que se chega
amor divinizado que se vai.

Já não se encantarão meus olhos nos teus,
já não abrandará junto a ti minha dor.

Mas onde quer que vá levarei o teu rosto
e onde quer que vás levarás a minha dor.

Fui teu, foste minha. Que mais? Juntos demos
uma volta no caminho por onde o amor passou.

Fui teu, foste minha. Tu serás daquele que te amar,
do que colher no teu jardim o que eu semeei.

Vou-me embora. Estou triste: estou sempre triste.
Venho dos teus braços. Não sei para onde vou.

... Do teu coração diz-me adeus um menino.
E eu digo-lhe adeus.

Pablo Neruda

Fragmento do poema Farewell, Pablo Neruda.






domingo, 20 de julho de 2014

Glória da manhã, Rubem Alves


Plantei na frente da minha casa, uma trepadeira. Nome bonito: “Glória da Manhã”. Pensei que o ipê, que neste período do ano está triste e sem cores, se alegraria se o seu tronco cinza se cobrisse de flores azuis. E assim foi. As sementes germinaram rápidas, os ramos cresceram esguios e sinuosos, e a rua se encheu logo de uma cor nova...
Acho esta flor muito especial.
Primeiro, pela beleza. Simetria pentagonal, quase circular. Uma única pétala, em forma de cálice. E o azul claro, quase transparente. Ela se abre logo que o sol aparece. Daí o seu nome, “Glória da Manhã”.
Isso tudo é alegria. Walt Whitmann dizia que uma “Glória da Manhã” na sua janela lhe trazia mais prazer que todos os livros de filosofia. Com o que eu concordo. Porque aquela flor fala alguma coisa. Nós sempre conversamos...
Mas há uma tristeza: é efêmera. Lá pelas doze horas, quando o calor é mais intenso, começam a aparecer no azul sinistras estrias roxas, sinal de que o fim está chegando. Sua vida não dura mais que sete horas. Logo a pétala se enruga, murcha, enrola-se, torna-se toda roxa. Morreu. Nunca mais. Se o Vinícius a tivesse visto talvez tivesse mudado o seu poema: “Não é eterna, posto que é flor, mas é infinita enquanto dura...” Comove-me a sua tranqüila beleza pela manhã – sem saber que em breve estará morta. Ou saberá? Talvez seja por isto mesmo, por saber, que ela se abre com beleza tão intensa... Sabe que não há tempo a perder, que é inútil lamentar, que só lhe resta ser bela. Fico pensando se o mesmo não aconteceria conosco. Talvez, se percebêssemos que somos efêmeros como a “Glória da Manhã”, seríamos tão belos quanto ela. Mas a manhã seguinte nos reserva uma surpresa. Porque a trepadeira que viu morrer, na véspera, as dezenas de flores que a cobriam, já se havia preparado. E outras tantas se abrem de novo, ao nascer do sol, repetindo a mesma beleza, a mesma tristeza, como se fosse um tema que se renova sem cessar: vida e morte, vida e morte...
Gostaria de poder ser como ela: viver intensamente o momento que me é dado, fiel apenas à beleza que mora em mim.
Disse que plantei. Ela nasceu, cresceu, floriu. Acho que alegrou muitos que por ali passaram. Mas alguém se ofendeu com beleza tanta. E a arrancou. Tentei replantá-la, mas foi inútil. A vida, por vezes, é assim. Dado o golpe letal, ela não se recupera. Pensei nessa absurda assimetria entre a vida e a morte. A vida, para ser, leva tempo, demanda paciência, exige cuidados, há que se esperar. Mas a morte vem súbita e definitiva. Uma árvore leva anos a crescer. O machado a abate em poucos minutos. Espantou-me uma coisa inesperada: que ela continuou a florescer mesmo depois de cortada, por dois dias. Imaginei que o seu desejo de viver era de tal forma intenso que ela ajuntou a pouca seiva que restara n os seus ramos e floriu de novo, a mesma beleza, sem nenhuma mágoa, sem nenhum espinho. Lembrei-me do poema da Cecília Meireles:


“Sede assim – qualquer coisa serena, isenta, fiel. Flor que se cumpre sem pergunta”.


A morte me entristeceu. Não a morte que acontece, depois de sete horas de vida, quando a flor já cumpriu o seu destino. Mas a morte que mora na alma dos homens. De que coisas não é capaz uma pessoa que destrói uma flor...
Mas não importa.
Guardei as sementes.
E já semeei de novo.
Em breve haverá uma outra “Glória da Manhã”, em volta
do mesmo ipê.
É Domingo de Páscoa.
Triunfo da vida sobre a morte.
Um bom dia para semear uma flor...

Rubem Alves

In: Tempus Fugit, Rubem Alves, Ed. Paulus - páginas: 50 à 52.


Homenagem de minha querida prima Elo Portes Teixeira pela passagem de seu amigo Rubem Alves (15/09/1933 - 19/07/2014).

"Meu amigo... Vai na Luz, com a Luz que você é! Mergulha na Luz que você sempre viu nos ipês e e em todos os jardins da natureza... Segue para a Luz, a Fonte, na paz dos que entregaram o coração ao amor, que você foi esse cara, meu amigo, você viveu o Amor como só você sabe... e Deus... 
Pra viver a vida, você dizia, tinha que ter "aligria". Sem "aligria" nada tem graça.. E você dizia assim mesmo, com o seu sotaque mineirez, "aligria" . Não esqueço que você me olhava e ria pra mim me dizendo que eu era uma "aligria"... Pois é com a "aligria" que você via em mim, que eu te honro hoje meu amigo lindo, mestre que me ensinou do que era e não só do que sabia... Guru dos versos que iluminaram tantas escuridões das minhas ignorâncias.. Te amo amigo. Amor é o elo eterno na roda da Vida que somos, para sempre.. 
Vê? É isso a eternidade... Você aí agora, e aqui ainda, no meu coracão.. 
Estou na praia hoje, quando soube que você tinha se transformado em pássaro dourado... De uma vez que você esteve aqui na praia, em estado de amor, você me deixou de presente um barquinho de vidro colorido, embrulhado numa cartinha que dizia que o amor é o melhor dos dons... Uma canoinha com vela, pra ir no vento... Ah mestre canoeiro Rubem Alves, que "dilícia" foi ser canoeira com você na terceira margem do rio de nossas vidas ... Que profunda gratidão me invade o peito, meu amigo, por tudo o que Os Canoeiros viveram ali, na beira do rio da poesia e do sentimento, junto com você...
Com "aligria" te honro, amigo. Ergo as mãos em bençãos do coracão ao primeiro voo seu nessa nova Vida, aí do outro lado. Vai amigo lindo! Vai! Voa! Tudo está cumprido! Tudo está perfeito! Como um ipê florido! Como um flamboyant vermelho na florada!
Namastê Rubem Alves! Namastê!"

sábado, 19 de julho de 2014

Poderoso pra mim, Manoel de Barros

Beija-flor abelha, menor ave do mundo

"Poderoso pra mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias (do mundo e as nossas).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado e chorei. Sou fraco para elogios."


Manoel de Barros

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Siga sua felicidade, Joseph Campbell

Pintura de Dima Dmitriev

“Siga sua felicidade e o universo abrirá portas
para você onde só havia paredes.”

Joseph Campbell

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Quem não se movimenta, Rosa Luxemburgo


“Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem.”
Rosa Luxemburgo


Rosa Luxemburgo, em polonês Róża Luksemburg, foi uma filósofa e economista marxista, polaco-germana.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

A questão não é o que você olha, Henry David Thoreau




"A questão não é o que você olha, mas como você vê."

Henry David Thoreau


Henry David Thoreau (1817 - 1862) foi um autor estadunidense, poeta, naturalista, ativista anti impostos, crítico da ideia de desenvolvimento, pesquisador, historiador, filósofo, e transcendentalista. Ele é mais conhecido por seu livro Walden, uma reflexão sobre a vida simples cercada pela natureza, e por seu ensaio Desobediência Civil uma defesa da desobediência civil individual como forma de oposição legítima frente a um estado injusto.

3 OBRAS DE HENRY DAVID THOREAU EM PORTUGUÊS (PDF) grátis.


A Desobediência Civil (Civil disobedience, 1849):
Andar a Pé (Walking1861):
Fonte: Michel Seikan 

terça-feira, 15 de julho de 2014

Não digas onde acaba o dia, Cecilia Meireles

Pintura de Alejandro Costas


Não digas onde acaba o dia.
Onde começa a noite.
Não fales palavras vãs.
As palavras do mundo.
Não digas onde começa a Terra,
Onde termina o céu.
Não digas até onde és tu.
Não digas desde onde é Deus.
Não fales palavras vãs.
Desfaze-te da vaidade triste de falar.
Pensa, completamente silencioso.
Até a glória de ficar silencioso.
Sem pensar.

Cecília Meireles

In: Cânticos III.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Pessoa/Planeta, Theodore Roszak



“O direito das pessoas são os direitos do planeta.”

Theodore Roszak


"As necessidades do planeta", acredita Roszak, "são as necessidades da pessoa. Os direitos da pessoa são os direitos do planeta".

Theodore Roszak foi grande pensador norte-americano, viveu de 15 de novembro de 1933 a 5 de julho de 2011. Contracultura e ecopsicologia são temas que o marcaram.

domingo, 13 de julho de 2014

A natureza exprime, Nise da Silveira


"A natureza nunca é diplomática". A natureza exprime as coisas tais como elas são...

 Nise da Silveira

In: Vida e Obra Carl G. Jung, Nise da Silveira, pg 91.

Nise da Silveira (Maceió, 15 de fevereiro de 1905 — Rio de Janeiro, 30 de outubro de 1999) foi uma renomada médica psiquiatra brasileira, aluna de Carl Jung.





sábado, 12 de julho de 2014

Kafka e a boneca viajante, May Benatar




“Franz Kafka, conta a história, certa vez encontrou uma menininha no parque onde ele caminhava diariamente. Ela estava chorando. Tinha perdido sua boneca e estava desolada. Kafka ofereceu ajuda para procurar pela boneca e combinou um encontro com a menina no dia seguinte no mesmo lugar. Incapaz de encontrar a boneca, ele escreveu uma carta como se fosse a boneca e leu para a garotinha quando se encontraram. “Por favor, não se lamente por mim, parti numa viagem para ver o mundo. Escreveu para você das minhas aventuras”. Esse foi o início de muitas cartas. Quando ele e a garotinha se encontravam ele lia essas cartas compostas cuidadosamente com as aventuras imaginadas da amada boneca. A garotinha se confortava. Quando os encontros chegaram ao fim, Kafka presenteou a menina com uma boneca. Ela era obviamente diferente da boneca original. Uma carta anexa explicava: “minhas viagens me transformaram…”. Muitos anos depois, a garota agora crescida encontrou uma carta enfiada numa abertura escondida da querida boneca substituta. Em resumo, dizia:

“Tudo que você ama, você eventualmente perderá, mas, no fim, o amor retornará em uma forma diferente”.

May Benatar

In: artigo “Kafka and the Doll: The Pervasiveness of Loss” (publicado no Huffington Post).

sexta-feira, 11 de julho de 2014

O essencial é saber ver, Alberto Caeiro



"O essencial é saber ver, 
mas isso, triste de nós que trazemos a alma vestida,
isso exige um estudo profundo,
aprendizagem de desaprender. 
Eu procuro despir-me do que aprendi, 
eu procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram 
e raspar a tinta com que me pintaram os sentidos, 
desembrulhar-me 
e ser eu."

Alberto Caeiro

Alberto Caeiro é heterônimo de Fernando Pessoa, é considerado como o Mestre Ingênuo de suas múltiplas personalidades poéticas. É ligado à natureza, que despreza e repreende qualquer tipo de pensamento filosófico.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Abra seu coração, John Welwood




“Esqueça a iluminação.
Sente-se onde você estiver e ouça o vento cantando em suas veias. Sinta o Amor, a espera e o medo nos seus ossos.

Abra seu Coração para quem você é, neste momento, não quem você gostaria de ser. Não o santo que você está se esforçando pra se tornar. Mas o Ser exatamente aí na sua frente, dentro de você, ao seu redor.

Você inteiro é Sagrado.

Você já é mais ou menos do que o que você pode conhecer.

Expire, olhe pra dentro, solte…”


John Welwood

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Plantamos a paz, Wangari Maathai




 "As guerras no mundo são sempre guerras por disputa de recursos naturais. Ao defender o meio ambiente, plantamos a paz!"

Wangari Maathai

Wangari Muta Maathai foi professora, bióloga e ativista política do meio-ambiente queniana. Foi a primeira mulher africana a receber, em 2004, o Prêmio Nobel da Paz.

Provou que não é só quem evita as guerras é quem promove a paz. Também quem cuida do meio ambiente, planta árvores, defende as águas e conscientiza seu povo para o valor da natureza é promotora da paz.

terça-feira, 8 de julho de 2014

A aquarela da minha vida, Karina Paitach



"A Tinta é composta, em grande parte, de água assim como nós. Controlando o fluxo d'água com o pincel macio, exige o acompanhamento do fluxo. Se hesitar, se mantém o pincel tempo demais em determinado ponto, se se apressa ou tenta corrigir o que acabou de pintar, as imperfeições ficam demasiado evidentes. Assim também somos nós... assim também estou aprendendo a desenvolver minha segurança e atitudes sem hesitar,  sem medo ou dúvida. Devemos pintar nossas vidas como o rio descreve sua trajetória. Ele segue a linha de menor resistência, traçar curvas suaves e elegantes. Flui livremente! É o que venho buscando..."


Karina Paitach

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Bom dia, David Steindl-Rass


Você pensa que esse é só mais um dia? Não é apenas outro dia. É o único dia que lhe é dado hoje. É dado a você. É um presente. É o único presente que você possui agora mesmo, e a única resposta apropriada é gratidão”. 
Assista a este vídeo.



David Steindl-Rass, um monge beneditino.

Fonte: http://dharmalog.com/2014/04/15/bom-dia-gratidao-video-david-steindl-rast/

domingo, 6 de julho de 2014

Presente, Marc Augé


"O passado já não nos interessa, agora vivemos o presente.’
Marc Augé
Marc Augé é um etnólogo e antropólogo francês.

sábado, 5 de julho de 2014

‘O que você gostaria de fazer se o dinheiro não existisse?’, Alan W. Watts



"O que faz você ansiar?
Que tipo de situação ... você gostaria ... vamos supor...
Eu faço isso seguindo em orientação profissional para estudantes. Eles vem até mim e dizem.
"Bem ... nós estamos terminando a faculdade e nós não temos a menor ideia do que queremos fazer."
Então eu sempre faço a pergunta.
"O que você gostaria de fazer se o dinheiro não existisse?"

Como você realmente gostaria de passar a sua vida?

Bem, é tão incrível como a maioria dos estudantes do nosso sistema de educação dizem: ‘Bem… Nós gostaríamos de ser pintores, gostaríamos de ser poetas, gostaríamos de ser escritores. Mas como todo mundo sabe você não pode ganhar dinheiro dessa forma!’
Outras pessoas dizem…’Bem…eu gostaria de viver ao ar livre e montar cavalos’.
Eu digo ‘Você gostaria de ensinar numa escola de equitação?’
Ah… Vamos continuar com isso, o que você quer fazer?
Quando finalmente chegamos a algo que o indivíduo diz que realmente quer fazer eu digo a ele: ‘Faça isso! E ah… Esqueça o dinheiro Porque se você disser que ganhar dinheiro é a coisa mais importante, você vai gastar a sua vida completamente perdendo o seu tempo.
Você estará fazendo coisas que não gosta de fazer, a fim de continuar vivendo que é continuar fazendo coisas que você não gosta de fazer! Que é estúpido!’
É melhor ter uma vida curta que é cheia do que você gosta de fazer, que uma vida longa gasta de forma miserável. E, ainda se você gosta do que está fazendo, e não importa o que seja, você pode eventualmente se tornar um mestre nisso. Essa é a única maneira de se tornar mestre em alguma coisa, estar realmente com isso.
E então você será capaz de ter uma excelente remuneração para o que quer que seja. Portanto não se preocupe muito. Todo mundo… Alguém está interessado em tudo, qualquer coisa que você pode estar interessado, você pode encontrar outras pessoas que estão, mas é absolutamente estúpido gastar seu tempo fazendo algo que você não gosta.
De modo a gastar com coisas que você não gosta, fazer coisas que você não gosta e ensinar seus filhos a seguir o mesmo caminho. Veja, o que nós estamos fazendo é que estamos tendo filhos e os educando a viver o mesmo tipo de vida que estamos vivendo, de modo que podem justificar-se e encontrar satisfação na vida, tendo seus filhos para levar os seus filhos a fazer o mesmo. É como fazer esforço para vomitar e não vomitar – Isso não vai levar a lugar algum!
Então é muito importante considerar a pergunta:
"O QUE EU DESEJO?"

Alan W. Watts

In: “What If Money Was No Object?”


Alan Wilson Watts foi um filósofo, escritor, orador e estudante de religião comparada britânico. Ficou conhecido por introduzir e divulgar a sabedoria oriental para o público ocidental.
Escreveu mais de vinte e cinco livros e muitos artigos sobre assuntos como identidade pessoal, a verdadeira natureza da realidade, consciência elevada, o sentido da vida, conceitos e imagens de Deus. Mas sempre se mantendo aberto e falando apenas do que é absolutamente observável por cada um.

Assista ao vídeo também.



sexta-feira, 4 de julho de 2014

Isso importa para mim, Steve Jobs



"Ser o homem mais rico do cemitério não importa para mim... Ir para a cama à noite, dizendo que fizemos algo maravilhoso... É isso que importa para mim.”

Steve Jobs

quinta-feira, 3 de julho de 2014

O que mais surpreende na Humanidade? Dalai Lama

Dalai Lama painting by Dimitar Bochukov*


Perguntaram ao Dalai Lama:
- O que mais te surpreende na Humanidade?
E ele respondeu:
- Os homens... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido.

Dalai Lama


* Dimitar Bochukov ilustrador e designer.


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