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quarta-feira, 13 de junho de 2012

O Monge e o Macaco (vídeo)

O Monge e o Macaco conta a história do jovem e determinado Ragu que é enviado por seu mestre para cumprir uma última tarefa antes de se tornar um monge. No entanto, o que parecia relativamente simples e fácil se converte em um verdadeiro desafio.


Fonte: Blog Esteja aqui e agora


http://pensandozen.blogspot.com.br/2011/06/o-monge-e-o-macaco.html

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Como receber ofensas?



Como receber ofensas? Será que temos a sabedoria de um Samurai?


Perto de Tóquio vivia um grande samurai, já idoso, que adorava   ensinar sua filosofia para os jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda que ele ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.
Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos contra-atacava com velocidade fulminante.
O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. E, conhecendo a reputação do velho samurai, estava ali para derrotá-lo, aumentando sua fama de vencedor.
Todos os estudantes manifestaram-se contra a idéia, mas o velho aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos - ofendeu inclusive seus ancestrais.
Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho mestre permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.
Desapontados pelo fato do mestre ter aceito tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram: Como o senhor pode suportar tanta indignidade ?Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?
- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente ? - perguntou o velho samurai.
- A quem tentou entregá-lo - respondeu um dos discípulos.
 - O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos - disse o mestre.


Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carrega consigo.

“A sua paz interior, depende exclusivamente de você. As pessoas só podem lhe tirar a calma, se você permitir.”
 

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

HANAMI - CEREJEIRAS EM FLOR (Filme)


Hanami – Cerejeiras em Flor (KIRSCHBLÜTEN – HANAMI) - 2008 - Alemanha


Um filme sensível, que fala de amor, de efemeridade, de conflitos familiares. O filme trata, principalmente, da distância da solidão e da falta de comunicação entre mundos – e do resgate desta, ainda que tardio.

Apenas Trudi sabe que seu marido Rudi está sofrendo de uma doença terminal e ela precisa decidir se vai contar a ele ou não. O médico sugere que eles façam algo juntos, como realizar um velho sonho. Trudi decide não contar ao marido sobre a gravidade de sua doença e aceita o conselho do médico. Ela há muito tempo gostaria de ir ao Japão, mas primeiramente convence Rudi a visitar seus filhos e netos em Berlim. Quando chega na cidade, o casal percebe que os filhos estão tão ocupados com suas próprias vidas que não têm tempo para sair com eles. Na segunda viagem que Rudi aceita fazer com a esposa, ela morre repentinamente. Rudi fica devastado e não tem a menor idéia do que fazer. Através do contato com a amiga de sua filha, Rudi compreende que o amor de Trudi por ele havia feito com que ela deixasse de lado a vida que queria viver. Ele começa a vê-la com outros olhos e promete compensar sua vida perdida embarcando em uma última jornada, para o Japão, na época do festival das cerejeiras, uma celebração da beleza, da impermanência e de um novo começo.

http://www.mostra.org/32/exib_filme.php?filme=30

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O MONGE E O ESCORPIÃO



Um mestre do Oriente viu quando um escorpião
estava se afogando e decidiu tirá-lo da água,
mas quando o fez, o escorpião o picou.
Pela reação de dor, o mestre o soltou e o
animal caiu de novo na água e estava se
afogando. O mestre tentou tirá-lo novamente
e outra vez o animal o picou. Alguém que
estava observando se aproximou do mestre
e lhe disse:
-Desculpe-me mas você é teimoso!
Não entende que todas as vezes
que tentar tirá-lo da água ele irá picá-lo?
O mestre respondeu:
-A natureza do escorpião é picar, e isto
não vai mudar a minha, que é ajudar.
Então, com a ajuda de uma folha,
o mestre tirou o escorpião da água e
salvou sua vida, e continuou:
-Não mude sua natureza se alguém te
faz algum mal; apenas tome precauções.

Alguns perseguem a felicidade, outros a
criam. Quando a vida te apresentar mil
razões para chorar, mostre- lhe que tens
mil e uma razões pelas quais sorrir.
Preocupe-se mais com sua consciência
do que com sua reputação. Porque sua
consciência é o que você é, e sua
reputação é o que os outros pensam
de você. E o que os outros pensam…
é problema deles.

(autor desconhecido)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

(SUA) AUTOBIOGRAFIA EM 5 CAPÍTULOS



Capítulo 1
Ando pela rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Eu caio.
Estou perdido... sem esperança.
Não é culpa minha.
Leva uma eternidade para encontrar a saída.


Capítulo 2
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Finjo não vê-lo.
Volto a cair.
Não posso acreditar que tenha caído no mesmo lugar.
Mas não é culpa minha.
Ainda assim levo um tempão para sair.


Capítulo 3
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Vejo que ele está ali.
Ainda assim caio... é um hábito.
Meus olhos se abrem.
Sei onde estou.
É culpa minha.
Saio imediatamente.


Capítulo 4
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Dou a volta.


Capítulo 5
Caminho por outra rua.



RINPOCHE, Sogyal - do livro tibetano do viver e do morrer

Essa é uma verdadeira reflexão sobre a nossa atitude frente as nossas escolhas.
É um processo de amadurecimento, de evolução e de iluminação.
Quanto mais conscientes, mais responsáveis e mais donos das nossas escolhas.
“A sua visão se tornará clara apenas quando você puder olhar dentro de
seu coração. Quem olha para fora sonha; quem olha para dentro desperta”.
(Carl G. Jung)

Não é fácil, não é indolor...mas é o destino de todos nós. 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O GUARDIÃO DO MOSTEIRO



Certo dia, num mosteiro Zen, com a morte do guardião, foi preciso

encontrar um substituto. O mestre (monge superior) convocou,

então, todos os discípulos para descobrir quem seria o novo sentinela.
O mestre, com muita tranquilidade, falou:
- Assumirá o posto o monge que conseguir resolver primeiro o

problema que eu vou apresentar.
Então ele colocou uma mesinha magnífica no centro da enorme sala

em que estavam reunidos e, em cima dela, pôs um vaso de porcelana

muito raro, que pertenceu a vários patriarcas anteriores.

Uma jóia valiosa. Colocou ainda dentro do vaso uma flor de

extraordinária beleza a enfeitá-lo.
E disse apenas:
-Aqui está o problema!
Todos ficaram olhando a cena:
O vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa

flor ao centro!
O que representaria? O que fazer? Qual o enigma?
Nesse instante,
um dos discípulos sacou a espada,
olhou o Mestre, os companheiros,
dirigiu-se ao centro da sala onde estava o vaso e com um só

golpe destruiu tudo.
Tão logo o discípulo retornou a seu lugar, o Mestre disse:
Você é o novo Guardião.
Não importa que o problema seja algo que você considere

belo e valioso. Se causar danos, se for um problema, precisa

ser eliminado.
Um problema é um problema, mesmo que se trate de uma

mulher sensacional, um homem maravilhoso ou um grande

amor que se acabou.
Por mais lindo que seja ou tenha sido, se não existir mais

sentido para ele em sua vida, deve ser suprimido.
Muitas pessoas carregam a vida inteira o peso de coisas

que foram importantes no passado, mas que hoje somente

ocupam espaço. Ocupam um lugar indispensável para criar a vida.


Há um ditado que diz:
Para você beber vinho numa taça cheia de chá, é necessário

primeiro jogar fora o chá para, então, beber o vinho.
Ou seja, para aprender o novo, é essencial estar com a mente

limpa, desocupada para receber novos conceitos.
Limpe a sua vida, comece pelas gavetas, armários até chegar

aos sentimentos do passado que não fazem mais sentido estar

ocupando espaço em sua mente.
Vai ficar mais fácil ser feliz.


Colaboração de: Maria Cristina Vianna Uechi

domingo, 27 de dezembro de 2009

CONSELHOS DE UM MONGE





Em um antigo mosteiro budista, um jovem monge questiona o mestre ...
Mestre, como faço para não me aborrecer?
Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes.
Algumas são indiferentes.
Sinto ódio das que são mentirosas.
Sofro com as que caluniam.
- Pois viva como as flores! - advertiu o mestre.
- Como é viver como as flores? - perguntou o discípulo.
Repare nas flores, continuou o mestre, apontando os lírios que cresciam no jardim.
Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas.
Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável...
...mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.
É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem.
Os defeitos deles são deles e não seus.
Se não são seus, não há razão para aborrecimento.
Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora. Isso é viver como as flores.

(Autor desconhecido)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A dança das abelhas


A dança das abelhas


Somos aquilo que sentimos e percebemos. Se estamos zangados, somos a raiva. Se estamos apaixonados, somos o amor. Se contemplamos um pico nevado, somos a montanha. Ao assistir a um programa de televisão de baixa qualidade, somos o programa de televisão. Enquanto sonhamos, somos o sonho. Podemos ser qualquer coisa que quisermos, mesmo sem uma varinha mágica.

Extraído do livro "O sol meu coração" de Thich Nhat Hanh.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

A RAIVA NO CARDÁPIO




A raiva, a frustração e o desespero que sentimos têm muita relação com o nosso corpo e com os alimentos que ingerimos. Precisamos, portanto, cuidar bem da nossa alimentação para nos protegermos contra a raiva e a violência. A maneira como cultivamos os alimentos, o tipo de comida que ingerimos e o modo como comemos podem trazer a paz e aliviar o sofrimento.
Nossa comida desempenha um papel muito importante na raiva que sentimos. Os alimentos podem conter raiva. Quando comemos a carne de um animal que estava com a doença da vaca louca, a raiva está presente nessa carne. Esta é uma constatação óbvia, mas precisamos também prestar atenção nos outros tipos de alimentos que ingerimos. O ovo ou o frango que comemos também podem conter uma grande quantidade de raiva. E, se comermos a raiva, expressamos a raiva.
Hoje em dia, as galinhas são criadas em larga escala em fazendas onde não podem andar, correr e ciscar. São alimentadas exclusivamente pelos seres humanos e mantidas em pequenas gaiolas sem poder se mexer, sendo obrigadas a ficar de pé noite e dia. Pense na possibilidade de você não ter o direito de andar ou correr. Imagine ter que permanecer noite e dia no mesmo lugar. Você enlouqueceria. É isso o que acontece com as galinhas: ficam loucas.
Para que as galinhas produzam mais ovos, criam-se o dia e a noite artificiais, usando uma iluminação com o objetivo de fazer dias e noites mais curtos, para que as galinhas ponham mais ovos. Essas aves acumulam muita raiva, frustração e sofrimento, e expressam esses sentimentos atacando as galinhas que estão perto delas, usando o bico para ferir as outras. Com isso elas sangram, sofrem e morrem. Para evitar que a frustração faça com que as galinhas ataquem umas às outras, os criadores agora partem seus bicos.
Pense nisso: quando você come a carne ou o ovo de uma dessas galinhas, está ingerindo raiva e frustração. Preste atenção. Tome cuidado com o que você come. Se ingerir raiva, você terá e expressará raiva. Se comer desespero, sentirá e manifestará desespero. Se engolir frustração, expressará frustração.

Temos que comer ovos alegres de galinhas felizes. Precisamos beber um leite que não venha de vacas raivosas. Deveríamos tomar o leite orgânico de vacas criadas de um modo natural. É preciso haver um grande movimento que estimule e apóie os fazendeiros, encorajando-os a criarem seus animais da maneira mais respeitosa possível. Também precisamos comprar legumes e verduras cultivados organicamente.



Thich Nhat Hanh, Aprendendo a lidar com a Raiva, Sabedoria para a Paz Interior, Editora Sextante, Rio de Janeiro, 2003.

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