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terça-feira, 30 de janeiro de 2018
terça-feira, 16 de janeiro de 2018
Amo como ama o amor, Fernando Pessoa
Arte: Les Toiles D'az
"Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?"
Fernando Pessoa
quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
sábado, 4 de novembro de 2017
domingo, 6 de novembro de 2016
Contemplo o lago mudo, Fernando Pessoa
Lake Mapourika - NZ
Contemplo o lago mudo
Que uma brisa estremece.
Não sei se penso em tudo
Ou se tudo me esquece.
O lago nada me diz.
Não sinto a brisa mexê-lo.
Não sei se sou feliz
Nem se desejo sê-lo.
Tremulos vincos risonhos
Na água adormecida.
Por que fiz eu dos sonhos
A minha única vida?
Fernando Pessoa
sábado, 29 de outubro de 2016
quarta-feira, 13 de julho de 2016
Esqueça o passado, Fernando Pessoa
Iris Scuccato
"Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Afinal se coisas boas se vão é para que coisas melhores possam vir. Esqueça o passado, desapego é o segredo!"
Fernando Pessoa
segunda-feira, 27 de junho de 2016
Tudo o que se passa, Fernando Pessoa
"Tudo que se passa no onde vivemos é em nós que se passa.
Tudo que cessa no que vemos é em nós que cessa."
Fernando Pessoa
sexta-feira, 10 de junho de 2016
terça-feira, 10 de maio de 2016
Quero para mim, Fernando Pessoa
“Quero para mim o espírito desta frase,
transformada a forma para a casar com o que eu sou:
Viver não é necessário; o que é necessário é criar.”
Fernando Pessoa
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Tenho pensamentos, Fernando Pessoa
“Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens.”
Fernando Pessoa
quinta-feira, 31 de março de 2016
quinta-feira, 3 de março de 2016
A única atitude digna, Fernando Pessoa
"A única atitude intelectual digna de uma criatura superior é a de uma calma e fria compaixão por tudo quanto não é ele próprio. Não que essa atitude tenha o mínimo cunho de justa e verdadeira; mas é invejável que é preciso tê-la."
Fernando Pessoa
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
Fecho os olhos, Fernando Pessoa
Fecho os olhos, medito
E, se invoco, revivo
Um momento meu ser é infinito
No inteiro eu entre mim e o que fui
Depois estagno, e o meu ser morto e esquivo
Rio fundo por mim flui.
Fernando Pessoa
3 - 6 - 1916
In: Poesia 1902-1917 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
Não importa, Fernando Pessoa
"Não importa se a estação do ano muda...
se o século vira, se o milênio é outro.
Se a idade aumenta...
Conserva a vontade de viver,
Conserva a vontade de viver,
não se chega a parte alguma sem ela".
Fernando Pessoa
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Não sei quantas almas tenho, Fernando Pessoa
Estátua em bronze de Fernando Pessoa, em Lisboa,
em frente ao Café A Brasileira, no Chiado.
Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.
Fernando Pessoa
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
Amo como ama o amor, Fernando Pessoa
"Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?"
Fernando Pessoa
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
Qualquer música, Fernando Pessoa
Alfred Gockel Music is my life painting
Qualquer música, ah, qualquer,
Logo que me tire da alma
Esta incerteza que quer
Qualquer impossível calma!
Qualquer música - guitarra,
Viola, harmônio, realejo...
Um canto que se desgarra...
Um sonho em que nada vejo...
Qualquer coisa que não vida!
Jota, fado, a confusão
Da última dança vivida...
Que eu não sinta o coração!
Fernando Pessoa
O poema "Qualquer Música" é um poema ortônimo de Fernando Pessoa, ou seja, um poema escrito em seu próprio nome, sem data mas publicado pela primeira vez na revista Presença, em Março de 1928. Este poema foi musicado pelo músico e compositor brasileiro Raimundo Fagner.
Assista ao vídeo abaixo também:
sábado, 16 de maio de 2015
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