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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Sempre faço, Pablo Neruda

Fonte: Facebook Sam Carlo


'Sempre faço o que não consigo fazer 
para aprender o que não sei.'
Pablo Neruda

segunda-feira, 20 de março de 2017

Como sabem as estações, Pablo Neruda

Foto de Gisele Bündchen


"Como sabem as estações do ano que devem mudar de camisa?"
Pablo Neruda

HOMENAGEM AO OUTONO

sexta-feira, 3 de março de 2017

Vivo para florescer, Pablo Neruda

Arte : Hallice
Fonte: Facebook Sam Carlo


"Vivo para florescer outros jardins e, sem perceber, o meu se abarrota de rosas e vivo, cada dia, como se fosse cada dia. Nem o último nem o primeiro - O único..."
Pablo Neruda

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

O teu sorriso, Pablo Neruda

Arte : Claudia Tremblay


Tira-me o pão, se quiseres, 
tira-me o ar, mas 
não me tires o teu riso. 

Não me tires a rosa, 
a flor de espiga que desfias, 
a água que de súbito 
jorra na tua alegria, 
a repentina onda 
de prata que em ti nasce. 

A minha luta é dura e regresso 
por vezes com os olhos 
cansados de terem visto 
a terra que não muda, 
mas quando o teu riso entra 
sobe ao céu à minha procura 
e abre-me todas 
as portas da vida. 

Meu amor, na hora 
mais obscura desfia 
o teu riso, e se de súbito 
vires que o meu sangue mancha 
as pedras da rua, 
ri, porque o teu riso será para as minhas mãos 
como uma espada fresca. 

Perto do mar no outono, 
o teu riso deve erguer 
a sua cascata de espuma, 
e na primavera, amor, 
quero o teu riso como 
a flor que eu esperava, 
a flor azul, a rosa 
da minha pátria sonora. 

Ri-te da noite, 
do dia, da lua, 
ri-te das ruas 
curvas da ilha, 
ri-te deste rapaz 
desajeitado que te ama, 
mas quando abro 
os olhos e os fecho, 
quando os meus passos se forem, 
quando os meus passos voltarem, 
nega-me o pão, o ar, 
a luz, a primavera, 
mas o teu riso nunca 
porque sem ele morreria. 

Pablo Neruda


In "Poemas de Amor de Pablo Neruda".


Homenagem ao aniversário de S.L.N.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Se sou amado, Pablo Neruda



"Se sou amado, quanto mais amado mais correspondo ao amor.
Se sou esquecido, devo esquecer também, pois amor é feito espelho:
- tem que ter reflexo."
Pablo Neruda

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Antes de amar-te, Pablo Neruda

B K Lusk


"Antes de amar-te, amor, nada era meu:
vacilei pelas ruas, pelas coisas,
nada era importante nem tinha nome:
o mundo era do ar que estava esperando."
Pablo Neruda

In: Cem Sonetos de Amor, XXV, Pablo Neruda.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Se todos os rios são doces, Pablo Neruda



"Se todos os rios são doces, de onde o mar tira o sal?
Como sabem as estações do ano que devem trocar de camisa?
Por que são tão lentas no inverno e tão agitadas depois?
E como as raízes sabem que devem alçar-se até a luz e saudar o ar com tantas flores e cores?
É sempre a mesma primavera que repete seu papel?
E o outono?... ele chega legalmente ou é uma estação clandestina?"
Pablo Neruda

terça-feira, 14 de junho de 2016

domingo, 6 de março de 2016

Ode ao dia feliz, Pablo Neruda





Desta vez deixa-me
ser feliz,
nada aconteceu com ninguém,
não estou em lugar nenhum,
acontece somente
que sou feliz
pelos quatro costados
do coração, andando,
dormindo ou escrevendo.
O que é que eu posso fazer, sou
feliz.
Sou mais incontável
que o pasto
nas pradarias,
sinto a pele como uma árvore rugosa,
e água por baixo,
os pássaros acima,
o mar como um anel
na minha cintura,
feita de pão e pedra a terra
O ar canta como uma guitarra.
Tu ao meu lado na areia
és areia,
cantas e és canto,
o mundo
é hoje minha alma,
canto e areia,
o mundo
hoje é tua boca,
deixa-me
na tua boca e na areia
ser feliz,
ser feliz porque sim, porque respiro
e porque respiras,
ser feliz porque toco
teu joelho
e é como se tocasse
a pele azul do céu
e seu frescor.
Hoje deixa-me
só a mim
ser feliz,
com todos ou sem todos,
ser feliz
com o pasto
e a areia,
ser feliz
com o ar e a terra,
ser feliz,
contigo, com tua boca,
ser feliz.
Pablo Neruda

Tradução Jorge Pontual


Original

Oda al día feliz


ESTA vez dejadme

ser feliz,
nada ha pasado a nadie,
no estoy en parte alguna,
sucede solamente
que soy feliz
por los cuatro costados
del corazón, andando,
durmiendo o escribiendo.
Qué voy a hacerle, soy
feliz.
Soy más innumerable
que el pasto
en las praderas,
siento la piel como un árbol rugoso
y el agua abajo,
los pájaros arriba,
el mar como un anillo
en mi cintura,
hecha de pan y piedra la tierra
el aire canta como una guitarra.

Tú a mi lado en la arena

eres arena,
tú cantas y eres canto,
el mundo
es hoy mi alma,
canto y arena,
el mundo
es hoy tu boca,
dejadme
en tu boca y en la arena
ser feliz,
ser feliz porque si, porque respiro
y porque tú respiras,
ser feliz porque toco
tu rodilla
y es como si tocara
la piel azul del cielo
y su frescura.

Hoy dejadme

a mí solo
ser feliz,
con todos o sin todos,
ser feliz
con el pasto
y la arena,
ser feliz
con el aire y la tierra,
ser feliz,
contigo, con tu boca,
ser feliz.

Pablo Neruda

sábado, 31 de outubro de 2015

Escrever é fácil, Pablo Neruda

Pablo Neruda pintura


"Escrever é fácil. Você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca ideias."
Pablo Neruda

sábado, 19 de setembro de 2015

Ode ao gato, Pablo Neruda

Painting by Sebastiano Ranchetti


O homem quer ser peixe e pássaro, 
a serpente quisera ter asas, 
o cachorro é um leão desorientado, 
o engenheiro quer ser poeta, 
a mosca estuda para andorinha, 
o poeta trata de imitar a mosca, 
mas o gato 
quer ser só gato 
e todo gato é gato do bigode ao rabo…
Pablo Neruda 

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Ao escolher com sabedoria viver sua vida com otimismo, Pablo Neruda


"Ao escolher com sabedoria viver sua vida com otimismo, seu coração sorri, seus olhos brilham e a humanidade agradece por você existir." 
Pablo Neruda

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Te amo sem saber, Pablo Neruda

O Beijo (1888-1889) de Auguste Rodin,
 escultura em mármore. Museu Rodin, Paris.

Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio
ou flecha de cravos que propagam o fogo:
amo-te como se amam certas coisas obscuras,
secretamente, entre a sombra e a alma. 

Te amo como a planta que não floresce e leva
dentro de si, oculta a luz daquelas flores, 
e graças a teu amor vive escuro em meu corpo
o apertado aroma que ascendeu da terra.

Te amo sem saber como, nem quando, nem onde, 
te amo diretamente sem problemas nem orgulho:
assim te amo porque não sei amar de outra maneira, 

senão assim deste modo em que não sou nem és
tão perto que tua mão sobre meu peito é minha
tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.

Pablo Neruda

In: Soneto XVII, Livro: Cem Sonetos de Amor, Pablo Neruda, L&PM Pocket página 23.



HOMENAGEM AO DIA DOS NAMORADOS

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Vivo para florescer, Pablo Neruda


“Vivo para florescer outros jardins e, sem perceber, o meu se abarrota de rosas e manacás... Vivo, cada dia, como se fosse cada dia. Nem o último nem o primeiro - O único..."
Pablo Neruda

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Amo-te, Pablo Neruda


"Amo-te sem saber como, nem quando, nem onde, amo-te simplesmente sem problemas nem orgulho: amo-te assim porque não sei amar de outra maneira."
Pablo Neruda

HOMENAGEM AO VALENTINE´S DAY (DIA DOS NAMORADOS)

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Quero apenas cinco coisas, Pablo Neruda

In your arms, 
by Eduardo Rodríguez Calzado

"Quero apenas cinco coisas…
Primeiro o amor sem fim…
A segunda ver o outono…
A terceira o grave inverno…
Em quarto lugar o verão…
A quinta coisa são teus olhos…
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser… sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que
me continues olhando."
Pablo Neruda

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Ode ao dia Feliz, Pablo Neruda




DESTA vez deixa-me
ser feliz,
nada aconteceu a ninguém,
não estou em parte alguma,
acontece somente
que sou feliz
pelos quatro lados
do coração, andando,
dormindo ou escrevendo.
O que vou fazer, sou
feliz.
Sou mais inumerável
que o pasto
nas pradarias,
sinto a pele como uma árvore rugosa
e a água abaixo,
os pássaros acima,
o mar como um anel
em minha cintura,
feita de pão e pedra, a terra
o ar canta como um violão.

Tu ao meu lado na areia,
és areia,
tu cantas e és canto,
o mundo
é hoje minha alma,
canto e areia,
o mundo
é hoje tua boca,
deixa-me
em tua boca e na areia
ser feliz,
ser feliz porque sim, porque respiro
e porque tu respiras,
ser feliz porque toco
teu joelho
e é como se tocasse
a pele azul do céu
e seu frescor.

Hoje deixa-me
a mim só
ser feliz,
com todos ou sem todos,
ser feliz
com o pasto
e a areia,
ser feliz
com o ar e a terra,
ser feliz,
contigo, com tua boca,
ser feliz.

Pablo Neruda

Poema “Oda al día feliz” de Pablo Neruda, escrito em Isla Negra. Publicado em “Odas elementales”, em 1954. Tradução livre de Fabio Rocha.

ODA AL DÍA FELIZ (original)

ESTA vez dejadme
ser feliz,
nada ha pasado a nadie,
no estoy en parte alguna,
sucede solamente
que soy feliz
por los cuatro costados
del corazón, andando,
durmiendo o escribiendo.
Qué voy a hacerle, soy
feliz.
Soy más innumerable
que el pasto
en las praderas,
siento la piel como un árbol rugoso
y el agua abajo,
los pájaros arriba,
el mar como un anillo
en mi cintura,
hecha de pan y piedra la tierra
el aire canta como una guitarra.

Tú a mi lado en la arena
eres arena,
tú cantas y eres canto,
el mundo
es hoy mi alma,
canto y arena,
el mundo
es hoy tu boca,
dejadme
en tu boca y en la arena
ser feliz,
ser feliz porque si, porque respiro
y porque tú respiras,
ser feliz porque toco
tu rodilla
y es como si tocara
la piel azul del cielo
y su frescura.

Hoy dejadme
a mí solo
ser feliz,
con todos o sin todos,
ser feliz
con el pasto
y la arena,
ser feliz
con el aire y la tierra,
ser feliz,

contigo, con tu boca,
ser feliz.

Pablo Neruda

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Pertences à primavera, Pablo Neruda


“Não deixastes deveres
 sem cumprir

Tua tarefa de amor
Foi a primeira

Brincaste com o mar
Como um delfim

E pertences à
Primavera.”

Pablo Neruda


  Foto: Placa na Universidade Livre do Meio Ambiente - Curitiba 

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