"É tão raro amarmos alguém por inteiro, com aquilo que nos agrada e com aquilo que não nos agrada. É tão raro sermos amados por inteiro, com nossas cavidades de sombra, com nossos dorsos de luz". Jean-Yves Leloup
Decidir
ser feliz, nada adicionar à infelicidade da humanidade, nem mesmo uma queixa,
um pensamento... Vontade de não perturbar, de não magoar. Não é ainda o amor
nem a sabedoria, é o começo da ética. Para muitos, já é o heroísmo...
"Cada um coloca seu ponto final onde quer, onde pode. Colocá-lo o mais longe possível, obriga-nos a sermos um pouco mais sábios e um pouco menos pretensiosos."
“Não estamos aqui para desenvolver os nossos saberes ou para acumular conhecimentos mas, antes de mais nada, para desenvolver uma escuta, uma atenção à presença que nos habita e nos conduz."
Tudo que não é aceito não é transformado, tudo que não é assumido não é salvo... Não é esmagando a lagarta que ajudaremos a se tornar borboleta... Tudo pode ser transformado em Consciência e em Amor, ou seja, em Luz. Jean-Yves Leloup
Esta experiência é única. Nela ocorre algo que nunca poderemos esquecer e que não poderemos também explicar. [...] Em um itinerário espiritual, deve-se fazer desta experiência uma oportunidade de iniciação. Não considerá-la como algo que jamais se reproduzirá ou como uma graça maravilhosa que queremos que se repita a todo instante. Porque esta experiência é uma revelação de nossa natureza verdadeira. [...] São momentos em que, efetivamente, a paz dura um pouco mais e onde, no interior de nossa mente, o silêncio torna-se algo real. [...] é preciso acolher estes momentos gratificantes com gratidão, mas, ao mesmo tempo, não se apegar a eles e não procura-los. [...] Porque, se nós nos apegamos a estes momentos, se quisermos reencontrá-los sem cessar, em lugar de nos ajudarem a avançar, eles nos param, nos bloqueiam, fazendo-nos entrar em uma espécie de complacência com eles. [...] A vida, porém, é uma grande mestra e se encarrega de tirar nossas ilusões. [...] E o sinal de que a experiência numinosa realmente nos tocou é que não podemos mais viver da mesma maneira que antes. [...] Porque podemos ter tido experiências maravilhosas e magníficas, mas concretamente, em que elas mudaram as nossas vidas? O que mudou em nossa vida cotidiana? Dessa maneira, podemos ter necessidade de uma prática, de um método em nosso itinerário. [...] ao final de um itinerário espiritual não sobra muito da imagem que se tinha de si mesmo no início do processo. É como se houvesse uma morte de si mesmo. Mas esta morte não é o fim. O que alguns chamam de morte da lagarta, outros chamam de nascimento da borboleta. Jean-Yves Leloup
Jean-Yves Leloup é um escritor, filósofo, teólogo e padre ortodoxo francês nascido em 24 de janeiro de 1950 (Angers, França). Apesar de seu compromisso com a tradição religiosa, Jean-Yves Leloup defende abertura a outras espiritualidades, o budista , o hindu , o judaísmo e o islamismo. Ele atribui especial importância às práticas corporais, bem como a meditação e a oração do coração (chamado hesicasmo).
Todo incêndio Começa com uma fagulha, uma fagulha incandescente que irradia seu calor, sua luz... Uma centelha de luz que nos desperta ou nos destrói …… Vele pelos teus pensamentos Eles iluminam, mas eles também podem turvar o mundo …… Toda manhã busque a centelha, a fagulha, o lampejo que faz arder em ti o dia… Não nascemos apenas para ver as coisas mas para ver o dia onde nos aparecem as coisas... muitos morrem sem jamais terem “visto o dia”.
Jean-Yves Leloup
Jean-Yves Leloup é um escritor, filósofo, teólogo e padre ortodoxo francês nascido em 24 de janeiro de 1950 (Angers, França). Apesar de seu compromisso com a tradição religiosa, Jean-Yves Leloup defende abertura a outras espiritualidades, o budista , o hindu , o judaísmo e o islamismo. Ele atribui especial importância às práticas corporais, bem como a meditação e a oração do coração (chamado hesicasmo).