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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

A morte, Cândido Portinari

Brodósqui, 1942, Cândido Portinari


“A morte será colorida? Qual a cor do outro lado?”
Cândido Portinari

O artista, que passava horas fechado em seu ateliê em contato com os elementos tóxicos de suas tintas, foi vítima de intoxicação e não atendeu aos pedidos dos médicos para que se afastasse da pintura. Ele dizia: “Estou proibido de viver, aconselhado a não pintar”. 

Portinari faleceu aos 58 anos, em 1962, e sua vida de pintor deixou a pergunta: “A morte será colorida? Qual a cor do outro lado?”


HOMENAGEM AO DIA DE FINADOS

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Sentia-me feliz quando chegava um circo, Cândido Portinari


Circo (1934) - Cândido Portinari



"Sentia-me feliz quando chegava um circo.
Vinha de terras estranhas.
Todo o meu pensamento se ocupava dele.
O palhaço, montando um burro velho, fazia
Reclame com a meninada acompanhando.
Eu assistia ao espetáculo e apaixonava-me pelas
Acrobatas de dez a quinze anos. Fazia
Planos para fugir com elas. Nunca lhes falei.
Por elas tudo em mim palpitava.
Minha fantasia.
Voltando à vida real, entristecia-me. Não era eu
Um príncipe? Nada disso. Roupas baratas,
Pobreza… Até as flores lá de casa pareciam
Murchas e sem perfume. Só nos achávamos
Bem rondando o circo. Quando partia para outra
Localidade, eu sentia tanta tristeza, chegava ao desespero,
Chorava silenciosamente; desolado ia ver o trem
Passar na direção onde estavam as acrobatas.
Talvez pensassem em mim
O trem seria meu emissário.
Nos encontraríamos mais
Tarde… O tempo deixava pequena lembrança
Até a chegada de outro circo..."

Cândido Portinari

In: O Menino e o Povoado, Cândido Portinari, 1958


HOMENAGEM AO DIA DAS CRIANÇAS

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Sabem por que é que eu pinto, Cândido Portinari

Meninos no Balanço, Cândido Portinari
óleo sobre tela, 1960, 61 x 49 cm.

“Sabem por que é que eu pinto tanto menino em gangorra e balanço? Para botá-los no ar, feito anjos.” 

Cândido Portinari


Cândido Torquato Portinari (Brodowski - SP, 29 de dezembro de 1903 — Rio de Janeiro, 6 de fevereiro de 1962) foi um artista plástico brasileiro. Portinari pintou quase cinco mil obras de pequenos esboços e pinturas de proporções padrão, como O Lavrador de Café, até gigantescos murais, como os painéis Guerra e Paz, presenteados à sede da ONU em Nova Iorque em 1956, e que, em dezembro de 2010, graças aos esforços de seu filho, retornaram para exibição no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Portinari é considerado um dos artistas mais prestigiados do Brasil e foi o pintor brasileiro a alcançar maior projeção internacional.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

A paisagem onde a gente brincou, Cândido Portinari

Pulando Carniça, Cândido Portinari
óleo sobre tela, 1959, 54 x 65 cm.


"A paisagem onde a gente brincou pela primeira vez
não sai mais da gente."

Cândido Portinari



Cândido Torquato Portinari (Brodowski - SP, 29 de dezembro de 1903 — Rio de Janeiro, 6 de fevereiro de 1962) foi um artista plástico brasileiro. Portinari pintou quase cinco mil obras de pequenos esboços e pinturas de proporções padrão, como O Lavrador de Café, até gigantescos murais, como os painéis Guerra e Paz, presenteados à sede da ONU em Nova Iorque em 1956, e que, em dezembro de 2010, graças aos esforços de seu filho, retornaram para exibição no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Portinari é considerado um dos artistas mais prestigiados do Brasil e foi o pintor brasileiro a alcançar maior projeção internacional.

http://www.portinari.org.br/

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